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Preguiça de coleira: Bradypus torquatus

Preguiça de coleira (Bradypus torquatus)

Ordem: Pilosa Família: Bradypodidae Nome científico: Bradypus torquatus

 

Nomes populares:

- Inglês: maned three-toed sloth, maned sloth

- Espanhol: perezoso

- Português: preguiça de coleira

Distribuição: A preguiça de coleira ocorre somente na Mata Atlântica brasileira, nos estados de Sergipe, Bahia, Espirito Santo e Rio de Janeiro, mas esta distribuição é hoje descontínua sendo que não há registro de ocorrência ao norte dos estados de Espirito Santo e Rio de Janeiro. Provavelmente ocorre ou ocorreu ainda em Minas Gerais, Alagoas e Pernambuco. Ela é simpátrica com a preguiça de garganta marrom B. variegatus (Hirsch & Chiarello, 2011).

Hábitat: A preguiça de coleira prefere habitats de florestas ombrófila, mas também pode ocorrer em floresta estacional, mangue e restinga, sendo restrita ao bioma de Mata Atlântica. É relativamente comum nas cabrucas (plantações de cacau na Bahia; Cassano et al., 2011). Esta espécie ocorre sobretudo a 200m acima do nível do mar, mas pode ser encontrada em altitudes desde os 5m até aos 1290m (Hirsch & Chiarello, 2011).

Biologia e ecologia: Nesta espécie o dimorfismo sexual é mais marcado do que nas demais espécies do gênero. As fêmeas são significativamente maiores que os machos e, tal como sugerido pelo seu nome comum, a preguiça de coleira apresenta um colarinho negro no pescoço, sendo este maior nos machos do que nas fêmeas. A preguiça de coleira tem somente uma cria por ninhada, geralmente no final da época das chuvas. A maturidade sexual é atingida por volta dos dois ou três anos de idade (Lara-Ruiz & Chiarello, 2005). O período de atividade é bem controverso, devido à falta de estudos. Alguns animais parecem ser diurnos, embora com períodos de atividade e repouso bem distintos, e outros noturnos (revisto por Chiarello, 2008)

Dieta: A preguiça de coleira pode alimentar-se de folhas de cerca de três dezenas de espécies de árvores e cipós, embora a dieta de cada indivíduo se restrinja geralmente a 5 a 8 espécies. Deste modo, cada indivíduo, em sua área de vida, consume somente cerca de 7% da diversidade de plantas disponíveis (revisto por Chiarello, 2008).

Ameaças: A espécie ocorre em inúmeras áreas protegidas, porém a perda e a fragmentação de habitat devido a desmatamento, associadas ao fato das suas populações serem geneticamente estruturadas, com baixa diversidade genética e isolamento geográfico, constituem as principais ameaças para a preguiça de garganta marrom (Lara-Ruiz et al. 2008; Superina et al., 2010; Hirsch & Chiarello, 2011; Chiarello & Moraes-Barros, 2014).

Status de conservação: A preguiça de coleira é considerada vulnerável pela IUCN (Chiarello & Moraes-Barros, 2014)

Curiosidade: As preguiças, principalmente do gênero Bradypus, são conhecidas pelos seus movimentos lentos. A preguiça de coleira, em particular, pode passar mais de metade do dia em repouso (Chiarello, 1998). Um indivíduo, mencionado por Chiarello (2008), apresentou um período de atividade de somente 7% de horas diárias.

Referências

Cassano CR, Kierulff MCM, Chiarello AG 2011. The cacao agroforests of the Brazilian Atlantic forest as habitat for the endangered maned sloth Bradypus torquatus. Mammalian Biology 76: 243-250.

Chiarello AG 2008. Sloth ecology: an overview of field studies. In: Vizcaíno SF and Loughry WJ, eds. The biology of the Xenarthra. Gainsville: University Press of Florida Gainesville. 269-280.

Chiarello AG, Moraes-Barros N 2014. Bradypus torquatus. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2014.2. www.iucnredlist.org.

Hirsch A & Chiarello AG 2011. The endangered maned sloth Bradypus torquatus of the Brazilian Atlantic forest: a review and update of geographical distribution and habitat preferences. Mammal Review 42: 35-54.

Lara-Ruiz P, Chiarello AG 2005. Life-history traits and sexual dimorphism of the Atlantic forest maned sloth Bradypus torquatus (Xenarthra: Bradypodidae). Journal of Zoology 267: 63-73.

Lara-Ruiz P, Chiarello AG, Santos FR 2008. Extreme population divergence and conservation implications for the rare endangered Atlantic Forest sloth, Bradypus torquatus (Pilosa: Bradypodidae). Biological Conservation 141: 1332-1342.

Superina M, Plese T, Moraes-Barros N, Abba AM 2010. The 2010 Sloth Red List Assessment. Edentata 11: 115-134.



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