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Preguiça real: Choloepus hoffmanni

Preguiça real (Choloepus hoffmanni)

Ordem: Pilosa Família: Megalonychidae Nome científico: Choloepus hoffmanni

Nomes populares:

- Inglês: hoffmann’s two-toed sloth

- Espanhol: perezoso, perico ligero, unau

- Português: preguiça real

Distribuição: A preguiça real apresenta uma distribuição disjunta, isto é, possui duas grandes áreas de ocorrência não contínuas, mas sim separadas pela cordilheira dos Andes. Na América Central ocorre desde o sul da Nicarágua até ao oeste da Venezuela. Na América do Sul, distribui-se desde o centro-norte do Peru, oeste do Brasil (sudoeste do Amazonas e Acre) até ao centro da Bolívia. Há registros da espécie desde o nível do mar até os 3.330 m (revisto por Plese & Chiarello, 2014).

Hábitat: A preguiça real ocorre principalmente em florestas tropicais úmidas perenes, decíduas e semi-decíduas e florestas secundárias, mas pode também ser encontrada em plantações de cacau na Costa Rica (Vaughan et al, 2007; Plese & Chiarello, 2014).

Biologia e ecologia: A preguiça real possui pelo longo, variando desde marrom escuro a marrom claro, sendo que os pelos na face e garganta são mais curtos e finos do que os do pescoço e ombro. A garganta desta espécie é de cor mais clara do que na preguiça de dois dedos C. didactylus. As preguiças de dois dedos são no geral maiores do que as preguiças de três dedos, sendo que a preguiça real pode chegar aos 9 kg (revisto por Hayssen, 2011). Na natureza ocorre em baixas densidades, 1,05 a 2,70 inds/ha, sendo sobretudo solitária (revisto por Chiarello, 2008). A preguiça possui somente uma cria por gestação, pesando cerca de 340–454 g ao nascer (revisto por Hayssen 2011). Poucos são os predadores naturais da espécie, sendo eles harpia Harpia harpyja, jaguatirica Leopardus pardalis, onça-pintada Panthera onca, gato maracajá Leopardus wiedii e a anacondas (revisto por Hayssen 2011).

Dieta: A preguiça de dois dedos é herbivora-onívora, alimentando-se tanto de itens vegetais (folhas e frutos) de mais de 50 espécies de árvores, como também de itens de origem animal quando em cativeiro (Montgomery & Sunquist, 1975; Chiarello, 2008; Superina et al., 2008).

Ameaças: A principal ameaça para a espécie é o desmatamento, embora usos para fins alimentares, artesanais e medicinais possam também constituir ameaças (revisto por Noss et al., 2008 e Plese & Chiarello, 2014).

Status de conservação: Até 1996 não existiam dados suficientes para concluir sobre o status de ameaça para a preguiça real. Atualmente, está listada pela IUCN como sendo LC (Pouco preocupante), devido à sua vasta distribuição, estando em inúmeras áreas protegidas. Além disso, parece tolerar modificações de habitat. No entanto, algumas das suas populações podem estar ameaçadas pelo desmatamento (Plese & Chiarello, 2014).

Curiosidade: As preguiças de dois dedos são os únicos exemplares vivos de uma família com mais de 30 milhões de anos e cerca de 30 gêneros que se extinguiram no passado.

 

Referências

Chiarello AG 2008. Sloth ecology: an overview of field studies. In: Vizcaíno SF and Loughry WJ, eds. The biology of the Xenarthra. Gainsville: University Press of Florida Gainesville. 269-280.

Hayssen V 2011. Choloepus hoffmanni (Pilosa: Megalonychidae). Mammalian Species 43: 37-55

Montgomery GG, Sunquist ME 1975. Impact of sloths on Neotropical forest energy flow and nutrient cycling. Springer

Noss AJ, Cuéllar RL, Cuéllar E, Vizcaíno SF, Loughry WJ 2008. Exploitation of xenarthrans by the Guarani-Isoseño indigenous people of the Bolivian Chaco: comparisons with hunting by other indigenous groups in Latin America, and implications for conservation. In: Vizcaíno SF and Loughry WJ, eds. The biology of the Xenarthra. Gainsville: University Press of Florida Gainesville. 244-254.

Plese T, Chiarello AG 2014. Choloepus hoffmanii. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2015.2. www.iucnredlist.org.

Sunquist ME, Montgomery GG 1973. Activity patterns and rates of movement of two-toed and three-toed sloths (Choloepus hoffmanni and Bradypus infuscatus). Journal of Mammalogy 54: 946-54.

Superina M, Miranda F, Plese T, Vizcaíno SF, Loughry WJ 2008. Maintenance of Xenarthra in captivity. In: Vizcaíno S and Loughr W, eds. The Biology of the Xenarthra. Gainesville: University Press of Florida. 232-243.

Vaughan C, Ramírez O, Herrera G, Guries R 2007. Spatial ecology and conservation of two sloth species in a cacao landscape in limón, Costa Rica. Biodiversity and Conservation 16: 2293-2310.



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