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Tamanduaí: Cyclopes didactylus

Tamanduaí (Cyclopes didactylus Linnaeus, 1758)

Ordem: Pilosa Família: Cyclopedidae Nome científico: Cyclopes didactylus

Nomes populares:

- Inglês: silky anteater

- Espanhol: inti pelejo

- Português: tamanduá-seda, tamanduá-anão, tamanduaí

Distribuição:Ocorre desde o sul do México, passando pela América Central (exceto El Salvador) e América do Sul, chegando até o sul da Bolívia. No Brasil a espécie ocorre na Floresta Amazônica e há uma população disjunta no Nordeste, considerada uma subpopulação, separada da população amazônica pela Caatinga, como evidenciado no mapa abaixo, adaptado de Superina & Miranda, 2010. Segundo pesquisas feitas pelo Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil, esta população está isolada nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas (Miranda & Superina, 2010). Há registros recentes de ocorrência da espécie na região do Delta do Parnaíba, entre os estados do Piauí e Maranhão.

Hábitat: Utilizam uma grande variedade de hábitats, como florestas úmidas, áreas de capoeira, manguezal e floresta decídua.

Biologia e ecologia: É o mais noturno e mais arborícola dos tamanduás (Best & Harada, 1985). Assim como os demais tamanduás, o tamanduaí tem hábito solitário, exceto durante a época reprodutiva e no período de lactação. Diferente das outras espécies de tamanduás, nesta espécie o macho também auxilia nos cuidados com a cria (Rodrigues et al,2008).

Dieta: Sua alimentação é predominantemente composta por formigas arborícolas (Best & Harada, 1985; Miranda et al, 2009).

Ameaças: As populações silvestres de C. didactylus são afetadas principalmente pela redução e fragmentação de seu hábitat devido ao desmatamento e a incêndios florestais. A captura do animal para utilização como pet é comum na região amazônica.

Status de conservação: Segundo a IUCN, a população do nordeste brasileiro é classificada como DD (Dados Deficientes), o que evidencia o pouco conhecimento existente sobre ela, e toda a população amazônica aparece como LC (Pouco Preocupante). No Brasil, não consta no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.

Curiosidade: O animal toma uma postura defensiva quando se sente ameaçado, erguendo-se sob suas patas posteriores, que estão sempre agarradas a algum apoio, e enrolando sua cauda seguramente a este apoio, formando um tripé. Os membros anteriores com suas fortes garras são posicionados próximos à face do animal, que flexiona o corpo para frente e, e embora as patas dianteiras encontrem-se suspensas, o animal não perde o equilíbrio e se mantém firme (Van Tyne, 1929; Catapani et al, 2015).

 

Referências

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Best CRC, Harada AY 1985. Food Habits of the Silky anteater (Cylopes didactylus) in the central Amazon. J. Mammal. 66: 780–781.

Catapani ML, Busana P, Larrazabal LB, Miranda FR 2012. Dados de comportamento de tamanduaí (Cyclopes didactylus) em cativeiro. In: Miranda FR (org). Manutenção de tamanduás em cativeiro. 80-103. São Carlos: Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás no Brasil.

Eisenberg JF & Redford KH 1999. Mammals of Neotropics- the Central Neotropics. Vol 3. Chicago: The University of Chicago.

Fonseca GAB & Aguiar JM 2004. The 2004 Edentate Species Assessment Workshop. Edentata 6: 1–26.

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Best WR & Wetzel RM 1985. Chromosome studies on the silky anteater Cyclopes didactylus (Myrmecophagidae: Xenarthra, Edentata). Caryologia 38:325–329.

Lainson R & Shaw JJ 1982. Coccidia of Brazilian edentates: Eimeria cyclopei from the silky anteater, Cyclopes didactylus (Linnaeus 1758) and Eimeria choloepi from the two-toed sloth, Choloepus didactylus (Linn). Systematic Parasitology 4:269–278.

Merrit DA JR 1971. The silky anteater Cyclopes didactylus in captivity. International Zoo Yearbook 11:193–195.

Miranda FR & Merrit DA JR 2011. Cyclopes didactylus. International Union for Conservation of Nature and Natural Resources Red list of threatened species. Version 2011.2. Disponível em: http://www. iucnredlist.org.

Miranda FR, Veloso RM, Superina M, Zara FJ 2009. Food habits of wild silky anteaters (Cyclopes didactylus) of São Luis do Maranhão, Brazil. Edentata 8–10:1–5.

Miranda FR & Superina M 2010. New distribution records of the silky anteater Cyclopes didactylus (PILOSA, CYCLOPEDIDAE) in coastal northeastern Brazil. Mastozoologia Neotropical. 17: 381- 384.

Montgomery GG 1983. Cyclopes didactylus (tapacara, serafin de platanar, silky anteater). In: Janzen DH (ed). Costa Rican natural history.Pp: 461–463. University of Chicago Press, Chicago, Illinois.

Montgomery GG 1985. Impact of vermilinguas (Cyclopes, Tamandua: Xenarthra ¼ Edentata) on arboreal ant populations. In: Montgomery GG (ed). The evolution and ecology of armadillos, sloths, and vermilinguas. Pp 351–363. Smithsonian Institution Press, Washington, D.C.

Rodrigues FHG et al. 2008. Anteater behavior and ecology. In: Loughry WJ, Vizcaíno SF (eds). The Biology of the Xenarthra. Pp 257-268. Gainesville: University Press of Florida.

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