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Tatu-bola:Tolypeutes matacus

Tatu-bola (mataco) Tolypeutes matacus Desmarest, 1804

Ordem: Cingulata Família: Dasypodidae Nome científico: Tolypeutes matacus

 

Nomes populares:

- português: tatu-bola; tatu-bola-do-centro-oeste

- espanhol: quirquincho bola, mataco, pejiche

- inglês: Southern Three-banded Armadillo

Distribuição:Tolypeutes matacus ocupa áreas com formações vegetais secas distribuindo-se desde o leste da Bolívia e sudoeste do Brasil até o chaco do Paraguai e Argentina. Ocorre em áreas com altitude entre o nível do mar e 800m. No Brasil, há apenas dois registros de ocorrência, um no Mato Grosso e outro no Mato Grosso do Sul (Feijó et al. 2015)

Hábitat: campo sujo, campo limpo, cerradão, Cerrado.

Biologia e ecologia: comportamento solitário, diurno, noturno e fossorial. O tempo de gestação é de aproximadamente 120 dias, com o nascimento de apenas um filhote ou raramente dois (Eisenberg; Redford 1999). Em estudo sobre T. matacus na Bolívia, registrou-se a área de vida com cerca 2 de 14 ha, deslocamento médio diário de 340 m e densidade populacional de sete indivíduos por km.

Dieta: a dieta pode variar entre formigas e cupins na estação seca, e frutas durante a estação chuvosa (Bolkovic 1995).

Ameaças: Tolypeutes matacus, aparentemente, consegue se adaptar a pequenos níveis de perturbação ambiental. A expansão das áreas para plantio de soja e outras monoculturas, o aumento da caça e os atropelamentos têm contribuído para a diminuição das populações de ambas as espécies nos últimos anos (Fonseca; Aguiar 2004). Além disso, a escassez de conhecimentos disponíveis sobre estas espécies dificulta o desenvolvimento de estratégias efetivas para sua conservação (ICMBIO 2014).

Status de conservação: Tolypeutes matacus é considerado como espécie “Quase Ameaçada” (NT) pela IUCN devido à redução de seu tamanho populacional nos últimos dez anos. Na recente avaliação nacional (Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada, 2014), a espécie foi indicada para a categoria “Dados Insuficientes” (DD) em função da pouca informação disponível para avaliar adequadamente seu estado de conservação no Brasil.

Referências

Bolkovic, M. L.; Calziani, S. M.; Protomastro, J. J.. Food-habits of the 3-banded-armadillo (Xenarthra, Dasypodidae) in the dry Chaco, Argentina. Jounal of Mammalogy. V. 76, n.4 Cambridge: 1995

Feijó, A. et al. 2015. Distribution of Tolypeutes illiger, 1811 (Xenarthra: Cingulata) with comments on the biogeography and Conservation. Zoological Science of Japan. N. 32(1):77-87.

Fonseca, G. A. B.; J. Aguiar. 2004. The edentate species assessment workshop. Edentata. 6:1-26.

ICMBio. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. 2014. Sumário Executivo do Plano de Ação Nacional para Conservação do Tatu-bola. Centro Nacional de Biodiversidade do Cerrado e da Caatinga (CECAT) / Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB). Brasília-DF.

Medri, I. M.. Mourão, G. M., Rodrigues, F. H. G. 2011. Ordem Cingulata. In: Reis, N. R. et al. Mamíferos do Brasil. Londrina:2ª edição.

Nowak R. M. 1999. Walker’s mammals of the world. 6th ed. Baltimore and London: The Jonhs Hopkins University, Baltimore, Maryland, 836 p.

Wetzel, R. M., GardneR, A. L., Redford, K. H.; Eisenberg, J. F. 2007. Order Cingulata. In: Mammals of South America, Volume 1. Marsupials, Xenarthrans, Shrews, and Bats. Gardner, A. L. (ed.), 128–156. The University of Chicago Press, Chicago.

 



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