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Tatu canastra: Priodontes maximus

Tatu-canastra (Priodontes maximus Kerr, 1792)

Ordem: Cingulata Família: Dasypodidae Nome científico: Priodontes maximus

Nomes populares:

- português: tatu-canastra, tatuaçu, tatu-carreta

- espanhol: carachupa Manan, armadillo gigante, cuspon, tatú carreta, tatú guazú

- inglês: giant armadillo

Distribuição:sua distribuição geográfica abrange Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Paraguai e Brasil. No Brasil, está presente em quase todo o território, tendo sido registrada no bioma amazônico, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal. É provável que a espécie tenha sido extinta na região sul do Brasil.

Hábitat: é encontrado em uma grande diversidade de hábitats, desde florestas tropicais a áreas mais abertas de cerrado.

Biologia e ecologia: é uma espécie ainda pouco estudada. Possui atividade principalmente noturna e hábitos semifossoriais. Utiliza as garras dos membros anteriores para escavar tocas e como importante ferramenta alimentar para abertura de cupinzeiros. É considerado um animal de hábito solitário, com exceção da época de acasalamento e do cuidado parental da mãe com sua cria.

Dieta: tem o hábito alimentar estritamente insetívoro, consumindo principalmente insetos sociais como cupins e formigas.

Ameaças: é ameaçado pela caça para o consumo de sua carne (geralmente caça de subsistência) e pela perda e fragmentação do habitat . A captura ilegal destes animais para venda clandestina para colecionadores também é uma ameaça (IUCN/SSC Anteater, Sloth and Armadillo Specialist Group, 2105). Queimadas e atropelamentos também atingem esta espécie.

Status de conservação: Está ameaçado de extinção e é atualmente classificado como “Vulnerável” (A2cd) pela Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN/SSC (IUCN, 2010), estando listado no Apêndice I da CITES (CITES, 2005) e no Brasil, é classificado como “Criticamente em Perigo” em diversos estados.

Referências

Anacleto, T.C.S. 1997. Diet and habitat use of the giant armadillo (Priodontes maximus) in an area of the central cerrado. Masters dissertation. Universidade de Brasilia. 64pp

Desbiez, A.L.J.; Kluyber, D. 2013. The Role of Giant Armadillos (Priodontes maximus) as Physical Ecosystem Engineers. Biotropica, 45: 537-540.

Noss, A., Peña, R. and Rumiz, D.I. 2004. Camera trapping Priodontes maximus in the dry forests of Santa Cruz, Bolivia. Endangered Species Update 21(2): 43-52.

Silveira, L.; Jácomo, A.T.A.; Furtado, M.M.; Torres, N.M.; Sollmann, R.; Vynne, C. 2009. Ecology of the Giant Armadillo (Priodontes maximus) in the Grasslands of Central Brazil. Edentata, 8-10: 25-34.

Srbek-Araujo, A. C., Scoss, L. M., Hirsch, A. and Chiarello, A. G. 2009. Records of the giant-armadillo Priodontes maximus (Cingulata: Dasypodidae) in the Atlantic Forest: are Minas Gerais and Espírito Santo the last strongholds of the species? Zoologia 26(3): 461-468

Superina, M., Abba, A.M., Porini, G. & Anacleto, T.C.S. 2009. Priodontes maximus. In: IUCN 2010. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.4. . Downloaded on 07 December 2010.



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