Projeto Tamanduá
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Tamanduá-robô 'sente' emoções e carinho

Protótipo da UNB interage com humanos e cobra atenção. Modelo poderá dar origem a brinquedos e eletrodomésticos inteligentes.

Para aqueles que não gostam de animais de estimação devido ao barulho e à sujeira, ou têm alergia a eles, um robô desenvolvido na Universidade de Brasília (UNB) pode ser a solução. Semelhante a um tamanduá, o robô interage com os humanos respondendo a estímulos, reage com emoções diferentes de acordo com a situação e até cobra atenção. O sistema, demonstrado na forma do animal típico da fauna brasileira, poderá ser utilizado para a construção de brinquedos inteligentes e até mesmo eletrodomésticos interativos.

Parte de um projeto do Laboratório de Robótica e Automação da Faculdade de Tecnologia da UNB, a idéia do robô é visualizar como a tecnologia pode ser aplicada a um produto capaz de interação. “O tamanduá-robô é um demonstrador desse tipo de conceito e nada impede que este seja colocado em um liquidificador, por exemplo, sendo um chamariz para várias aplicações”, disse ao G1 o professor Geovany Borges, envolvido no projeto, que conta também com a participação de estudantes.

O robô tem duas partes principais: uma responsável pela locomoção e outra comportamental. Ele já é capaz de se movimentar, algo importante na interação com as pessoas -– ele pode fugir ou ir atrás de alguém que brinca com ele, por exemplo. O modelo comportamental está sendo desenvolvido e conta com uma câmera para reconhecimento facial. “No futuro, o robô poderá ver alguém e integrar essa informação com um histórico. Para cada pessoa e cada situação, ele terá uma reação diferente, mudando a cor dos olhos conforme a emoção”, conta o professor.

Uma das partes da interação diz respeito ao toque. O equipamento tem pêlos de borracha com sensores, que são capazes de distinguir toques suaves e fortes, como um carinho ou um tapa. Segundo Borges, “deste modo ele pode reagir com raiva, tristeza ou alegria. Esses estados podem evoluir conforme a interação e ele também será capaz de reportar fome e sono.”

A metodologia semelhante à utilizada nos videogames, que faz parte do sistema computacional, permite que ele seja menos previsível em sua relação com as pessoas, tornando-o mais atraente. O tamanduá-robô também será capaz de emitir e identificar sons específicos. “Essa interação será feita para chamar a atenção das pessoas. Além disso, ele também sera capaz de identificar onde está, como no colo de uma pessoa”, explica o professor.

O tamanduá-robô é parte de um projeto de cinco anos iniciado 2006, que teve origem na dissertação de mestrado de Christus Menezes da Nobrega, co-orientada pelo professor Borges e orientada pela professora Suzete Venturelli, do Instituto de Artes da UNB. Não há previsão de quando estará acessível ao público. “Isso depende de empresas que quiserem investir no conceito para integrar a tecnologia em outros produtos”, explica Borges

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